Proposta de produto · versão para alinhamento
Do estoque ao acompanhamento: o ciclo do dispositivo implantável numa plataforma que o hospital opera
O que estamos propondo, os benefícios, os fluxos e telas de exemplo — para o HCA validar a direção antes da conversa com o cirurgião. Tudo aqui é proposta, não versão final.
Para a reunião de hoje
Alinhamento interno: ouvir o que vocês acharam do material enviado e validar o direcionamento da proposta antes da reunião de quinta, que terá um cirurgião cardíaco na mesa. Nada aqui é decisão fechada — é o que estamos pensando, para ser corrigido.
- A proposta e os benefícios estão na linguagem certa para o hospital? Seções 1 e 2. O que soa promessa vazia, e o que faltou?
- Os casos de uso são os que doem? Seção 4 — seis situações reais. Quais acontecem, quais não, e qual está faltando.
- Das telas de exemplo, o que está longe da realidade? Seção 5. São rascunhos para provocar a conversa, não a versão final.
- Feedback sobre o material enviado
- Validação da direção: proposta, benefícios, ordem das etapas
- O que levar para quinta — e o que deixar de fora
- O que acontece na sala quando algo foge do previsto — e como se registra
- Material aberto e não usado: como é lançado hoje
- Cadência de retorno por indicação clínica
- O que uma equipe de emergência precisa ver na página do QR (ressonância, eletrodos)
- A leitura dele da tela de registro na sala
A proposta, em três promessas
O Atrio+ acompanha o dispositivo implantável do lote ao retorno do paciente — e os documentos que o hospital já preenche passam a sair prontos.
Estoque com lote, validade e saldo, com alerta antes do vencimento. Substitui a planilha que hoje depende da atenção de quem a mantém.
Leitura do código da embalagem pela câmera do tablet. A Informação de Uso de Material sai gerada — e o faturamento recebe a evidência pronta.
Cartão único do portador, página de emergência por QR e acompanhamento que mostra quem precisa voltar, quem atrasou e quem sumiu — medindo o que hoje ninguém mede.
É a camada que falta entre o estoque, a sala e o retorno do paciente. Não é prontuário eletrônico e não substitui nenhum sistema que já funcione — conversa com eles onde houver porta aberta (seção 7).
O que muda, para quem
Construído a partir do que vocês nos contaram — as 27 respostas e os sete documentos. Onde há número, é o número de vocês.
- Material vencido deixa de ser surpresa: alerta antes, e o que foi aberto e não usado vira número
- Evidência pronta para faturamento e auditoria — o quê, de que lote, por quem, quando
- Um número que hoje não existe: a perda de seguimento real (vocês estimam perto de 10%)
- Resposta a recall em minutos, não em dias de busca em papel
- OPME abandona a planilha e para de digitar a IUM à mão
- Na sala: apontar a câmera, confirmar, seguir — sem equipamento extra
- Fechamento pelo OPME com um passo; faturamento recebe o pacote montado
- Pendência documental deixa de ser memória de uma pessoa
- Um cartão único, no lugar de um por fabricante
- Em qualquer emergência do país, quem o socorre vê o que ele tem e se pode entrar numa ressonância
- Lembrete do retorno na cadência que o hospital definir
- Registro estruturado do implante enviado ao prontuário da rede, onde houver porta aberta
- Multi-hospital desde a primeira linha: cada unidade enxerga só os seus dados
- Pronto para a identificação única de dispositivos (UDI) que a ANVISA está trazendo por norma
Como funciona, do lote ao acompanhamento
Oito passos. É assim que enxergamos o caminho do dispositivo dentro do HCA — e o que a plataforma faz em cada um.
A IUM em papel não tem coluna para o número de série do aparelho — hoje ele não é capturado em lugar nenhum. É esse número que responde "quem está com este dispositivo" quando o fabricante emite um recall. O passo 3 captura o que o papel não consegue.
Seis situações reais
Como é hoje, pelo que vocês descreveram, e como fica. Diga quais acontecem, quais não, e qual está faltando.
Procurar em IUMs de papel e na planilha quem recebeu aquele lote — sem número de série, sem certeza, ao longo de dias.
A lista de portadores daquele lote sai em segundos, com contato e data do implante, pronta para o hospital agir.
Leva o cartão de um fabricante, ou nenhum. A equipe não sabe o que ele tem, nem se pode fazer ressonância.
O socorrista aponta o celular para o QR do cartão e vê o dispositivo, os eletrodos, a compatibilidade com ressonância e o hospital de origem.
Depende de alguém olhar a planilha na hora certa. Estoque de 15 a 20 unidades por mês, controle rigoroso, sem alerta.
Alerta a 30, 15 e 7 dias; o sistema sugere usar primeiro o que vence primeiro na separação do material.
Ninguém sabe quem não voltou. Cerca de 10% somem do acompanhamento, com risco de morte súbita — e não há como medir.
Lista de atrasados por cadência, contato registrado, e a perda de seguimento vira um número mensal que dá para reduzir.
A IUM é digitada à mão, sem número de série e sem distinguir o implantado do aberto e não usado.
A IUM sai gerada do registro da sala, com o pacote de evidência anexo: o quê, lote, série, quem, quando.
Não há onde anotar: entra na IUM igual ao implantado. Quanto material caro se perde assim é um dado que não existe.
Registrado na sala com o desfecho — implantado, aberto e não usado, devolvido — e vira indicador para a direção.
Telas de exemplo
Rascunho · não é a versão final
Quatro telas desenhadas para provocar a conversa — layout, dados e textos são ilustrativos (dados fictícios). O que vale é dizer o que está longe da realidade de vocês.
| Item | Lote | Validade | Saldo | Status |
|---|---|---|---|---|
| Gerador MP bicameral | L4419 | 05/09/2026 | 2 | vence em 12 d |
| Eletrodo atrial 52 cm | E2207 | 21/09/2026 | 1 | vence em 28 d |
| Eletrodo ventricular 58 cm | E2231 | 03/2027 | 4 | ok |
| Gerador CDI dupla câmara | C1180 | 11/2027 | 3 | ok |
| Introdutor 7 F | I9042 | 08/2027 | 8 | ok |
Tela A · Estoque do OPME. O que substitui a planilha: lote, validade, saldo e o alerta que hoje não existe.
exemploAponte a câmera para o código da embalagem
- Modelo
- Gerador MP bicameral · ref. 5826
- Nº de série
- PZK 731 044 A
- Lote
- L4419 · validade 05/09/2026
- Fabricante
- lido do código · técnico da empresa X
Tela B · Registro na sala. Tablet compartilhado, câmera aberta; quem confirma assume a autoria com um PIN pessoal. Sem leitor dedicado.
exemploimplantado em 08/2026 · HCA
emergência: aponte a câmera →
- Tipo
- Marca-passo bicameral
- Eletrodos
- 2 (atrial, ventricular)
- Ressonância
- condicional
- Origem
- HCA · Maceió
- Contato
- (82) 3315-0000
Tela C · Cartão único e página de emergência. Um cartão no lugar de um por fabricante; o QR abre o mínimo que um socorrista precisa, em qualquer lugar.
exemplo| Registro | Retorno | Atraso | Contato |
|---|---|---|---|
| 00421 | 6 meses | 18 dias | 2 tentativas |
| 00388 | anual | 41 dias | sem resposta |
| 00512 | 30 dias | 6 dias | remarcado |
| 00297 | anual | 63 dias | sem resposta |
Tela D · Acompanhamento. Quem precisa voltar, quem atrasou, quem sumiu — e a taxa que passa a existir.
exemploQuem faz o quê
Sete papéis dentro do hospital, mais o paciente. Para cada um, o que muda.
Controla estoque, lote e validade — hoje numa planilha. Separa o material do dia e fecha cada registro. A primeira tela é dele.
Registra a parte clínica e valida o registro. Passa a validar na tela o que hoje assina no papel — sem digitar dado técnico.
Captura o material pela câmera do tablet da sala, apontada para o código da embalagem — inclusive o aberto e não usado. Se a leitura falhar, digita.
Complementa os dados do dispositivo. Nem sempre é do fabricante — pode ser de fornecedora — e a credencial aponta para os dois.
Confere e consolida depois do médico. Deduzimos que existe pelo campo da IUM — é a afirmação 1.4, a que mais precisamos conferir.
◐ Nós deduzimosRecebe o pacote de evidência já montado — o quê, lote, série, quem, quando — em vez de reconstruir à mão a partir do papel.
Vê quem precisa voltar e quando, quem atrasou e quem sumiu. A perda de seguimento passa a ser um número.
Sai com um cartão único com QR. Quem o socorrer em qualquer lugar vê o que ele tem e se pode entrar numa ressonância.
Integrações: agora, possíveis e futuras
Vocês contaram o que existe; fomos verificar o que é possível de fato. Preferimos declarar as paredes agora a prometer integração que não existe.
- Leitura do código GS1 da embalagemPela câmera do tablet, desde a primeira versão. Lote, série e validade num só código.
- IUM gerada pelo sistemaSai preenchida, em PDF, no formato que o faturamento já conhece.
- GestHosp prontuárioVocês demonstraram interesse em receber os dados. Direção: do Atrio+ para o prontuário.
- GestHosp FarmáciaNão expõe interface para outros sistemas. Convivemos com importação manual do estoque no começo.
- PAX (imagem)Interface privada, sem exportação. A imagem fica onde está; o Atrio+ aponta, não copia.
- Almoxarifado Central / SESAUFluxo de solicitação ainda não mapeado — assunto para a visita.
- UDI / ANVISAIdentificação única chegando por norma; quando o código estiver nas embalagens, já lemos.
- Alertas de recall dos fabricantesReceber o aviso de lote direto, em vez de por ofício.
- Registro nacional e portal do pacienteEnvio estruturado à rede nacional de saúde; o paciente vendo o próprio cartão no celular.
- Outros hospitais da redeCada um com seus dados, no mesmo modelo.
Por onde começamos, e o que vem depois
Propomos começar pelo estoque e pelo registro, não pelo acompanhamento — mesmo a urgência maior estando lá. O acompanhamento depende de um cadastro confiável de quem foi implantado e com o quê, e é o registro que produz esse cadastro. Se vocês enxergarem diferente, esta é a hora de dizer.
- Estoque com lote, validade e saldo, com alerta de vencimento — substitui a planilha
- Registro do implante na sala, pela câmera do tablet
- Geração automática da IUM e o pacote de evidência para o faturamento
- Cartão do portador e página de emergência
O que essa etapa prova: se o OPME consegue abandonar a planilha, e se a IUM gerada é aceita pelo faturamento do jeito que sai.
- Acompanhamento com a cadência de vocês, configurável
- Quem está atrasado, quem sumiu, e a taxa de perda de seguimento medida
- Pendência documental e fila ligada à disponibilidade de material
O que essa etapa prova: se o hospital consegue reduzir a perda de seguimento agora que ela é visível.
- Envio do registro estruturado ao prontuário eletrônico
- Portal do paciente e relatórios de gestão para a direção
- Outros hospitais da rede, cada um com seus próprios dados
O que essa etapa prova: se o modelo funciona fora do hospital de origem — a pergunta que interessa à rede estadual.
Sobre prazos: combinamos as datas depois que a direção for validada e as afirmações da seção 10 conferidas. Prazo dado antes de o escopo estar acordado não vale para nenhum dos dois lados.
O que o Atrio+ não vai fazer
Por decisão, não por esquecimento — sistema que promete tudo costuma atrapalhar o que já funciona, e muita coisa aí já funciona.
- Não é prontuário eletrônico e não substitui o que vocês usam
- Não guarda evolução clínica, prescrição nem documento assinado
- Não processa pagamento nem compra, e não opera logística
- Não substitui o agendamento cirúrgico — lê o mapa, não o refaz
- Não muda nenhum processo que já funcione: a intenção é que os documentos que vocês já preenchem passem a sair prontos
As 12 afirmações para conferir
O nosso entendimento do processo, uma linha cada. Respondam pelo número — "no 1.4 não é assim" resolve. O que passar errado aqui vira sistema errado depois.
Quem faz o quê
O dono do fluxo do dispositivo é o setor de OPME. O médico registra a parte clínica; o OPME preenche os dados técnicos e fecha.
O registro se materializa na Informação de Uso de Material. Nas respostas apareceu como "CUNC"; se tem outro nome corrente, usamos o de vocês.
O registro se fecha no ato do faturamento — é o último elo da cadeia.
Entre o médico e o faturamento existe um conferente administrativo. Deduzido do campo RESPONSÁVEL ADMINISTRATIVO da IUM. Pode ser que o campo exista e ninguém preencha.
Estoque e material
O estoque é próprio, não consignado, e vem da rede estadual — solicitação pelo Almoxarifado Central, entrada no GestHosp Farmácia.
O controle de lote e validade é rigoroso e vive numa planilha, sem alerta automático. Cerca de 15 a 20 unidades por mês.
Quem separa o material sabe de cabeça o que cada procedimento consome. O mapa cirúrgico não tem coluna de material — se for isso, esse conhecimento vira um modelo de kit por procedimento.
O paciente ao longo do tempo
O acompanhamento é de 7 a 30 dias, depois 3 a 6 meses, depois anual, variando conforme a indicação clínica.
Cerca de 10% dos pacientes somem do acompanhamento, e hoje não há como medir. O primeiro ganho é saber o número real.
O paciente é identificado pelo número de registro do prontuário, não pelo CNS. O CNS não aparece em nenhum dos sete documentos — no sistema passou a ser opcional.
São três termos de consentimento diferentes, não um. O sistema registra que o termo foi colhido, por tipo e versão — não digitaliza o formulário.
Três grupos de fabricantes atuam aí — Abbott, Medtronic e Biotronik — e o técnico de sala nem sempre é do fabricante.
O que precisamos de vocês
- Hoje: o feedback sobre a direção. Proposta, benefícios, casos de uso e telas — o que está certo, o que está longe, o que faltou. É o que define o que levamos para quinta.
- Que corrijam as 12 afirmações e confirmem a ordem das etapas. Pelo número, do jeito mais rápido. É a decisão que define o que construímos primeiro.
-
Um dia dentro do hospital. Nenhuma das conversas é apresentação — é para ver e ouvir:
- Setor de OPME — a IUM do começo ao fim, a planilha, e o que é aberto e não usado
- Centro cirúrgico — acompanhar um procedimento, se possível
- Agendamento e retorno — quem cuida da fila, da regulação e do pós-alta
E meia hora com alguém da TI, para entender as versões do GestHosp e do PAX.
Vocês responderam 27 perguntas e mandaram os documentos que usam todo dia. Isso não é comum, e é a razão de este material existir. Se em algum ponto entendemos errado, é porque deduzimos demais — não por falta do que vocês deram.